Fechado.
Sep. 9th, 2006 | 03:09 pm
mood:
good
music: Tea for one - Led Zeppelin
Aí que hoje eu acordei cedinho e minha internet não funcionava. Tudo bem. Fiz um café e resolvi escrever uma carta pra uma amiga que tá lá em Fortaleza e depois de uma ligação pro Rio de Janeiro e outra pra Fortaleza, descobri o endereço dela. Ok. Aí saí de casa toda afobada pra dar tempo de levar no correio, que, na minha cabeça, fecharia às 12h. Cheguei lá com duas cartinhas na mão, toda feliz, e tava fechado. Com raiva, eu esbravejei. Maldito serviço público! Tinha que privatizar tudo!
Fiquei com ódio. Resolvi ir na lotérica. Porque mesmo que tivesse uma fila gigante (R$12 milhões acumulados!!!) a lotérica abria no sábado e eu resolvi prestar minha homenagem a um serviço público que funcionava, a princípio. E lá fiquei eu, com meu papelzinho da aposta na mão, observando a demora de cada pessoa pra pagar uma conta de telefone ou de qualquer outra coisa. Foram uns 35 minutos na fila. E tinha um senhor atrás de mim que, por mais que houvesse um aviso dizendo que a fila era única, insistia em ficar do meu lado, tentando me passar, como se eu fosse o Schumacher e ele o Montoya. Seilá.
De repente aparece o dono da lotérica e começa a explicar pra esse senhor que o sistema hoje tava lento, e por isso que tava tudo tão demorado. Aí eu pensei: "ahá! é fácil botar a culpa no sistema! nesse país todo mundo bota a culpa no sistema, diz que sistema tem que mudar...". Depois de fazer minhas apostas - uma na megasena e duas na lotofácil - eu percebi que, na realidade, o sistema brasileiro nunca funcionou, e eu não podia esperar que agora funcionasse.
Da lotérica fui pro posto de gasolina e comprei uma long neck. No primeiro gole percebi que a cerveja tava choca. Mas pensei: "ah, eu não tenho frescura mesmo... eu bebo cerveja quente, eu bebo cerveja choca... nem vou voltar reclamar". Eu só não bebo kaiser quente ou choca. Aí é sacanagem. Mas uma kaiser geladinha a gente até que engole bem.
No caminho vim pensando num poema que falava sobre uma coisa que eu tinha acabado de perceber e que era deveras interessante. E então eu voltei pra casa, tentei tocar violão sem nenhum sucesso, arrastei um negocinho de metal que tava encostado do lado da cômoda e um bicho preto, parecido com uma lagartixa saiu correndo. Ele se escondeu embaixo da mesa do computador, acho eu. E agora eu tô aqui meio com medo, meio com nojo, com o rodox a postos, pronta pra cometer um assassinato...
... e pensando que o pobre do animal também deve ser contra o sistema.
Obs.: não estou fazendo nenhum tipo de apologia ao capitalismo não. O conteúdo desse post é meramente sarcástico e possui apenas analogias idiotas, sem querer ofender àqueles que possuem alguma espécie de ideologia. Grata.
Fiquei com ódio. Resolvi ir na lotérica. Porque mesmo que tivesse uma fila gigante (R$12 milhões acumulados!!!) a lotérica abria no sábado e eu resolvi prestar minha homenagem a um serviço público que funcionava, a princípio. E lá fiquei eu, com meu papelzinho da aposta na mão, observando a demora de cada pessoa pra pagar uma conta de telefone ou de qualquer outra coisa. Foram uns 35 minutos na fila. E tinha um senhor atrás de mim que, por mais que houvesse um aviso dizendo que a fila era única, insistia em ficar do meu lado, tentando me passar, como se eu fosse o Schumacher e ele o Montoya. Seilá.
De repente aparece o dono da lotérica e começa a explicar pra esse senhor que o sistema hoje tava lento, e por isso que tava tudo tão demorado. Aí eu pensei: "ahá! é fácil botar a culpa no sistema! nesse país todo mundo bota a culpa no sistema, diz que sistema tem que mudar...". Depois de fazer minhas apostas - uma na megasena e duas na lotofácil - eu percebi que, na realidade, o sistema brasileiro nunca funcionou, e eu não podia esperar que agora funcionasse.
Da lotérica fui pro posto de gasolina e comprei uma long neck. No primeiro gole percebi que a cerveja tava choca. Mas pensei: "ah, eu não tenho frescura mesmo... eu bebo cerveja quente, eu bebo cerveja choca... nem vou voltar reclamar". Eu só não bebo kaiser quente ou choca. Aí é sacanagem. Mas uma kaiser geladinha a gente até que engole bem.
No caminho vim pensando num poema que falava sobre uma coisa que eu tinha acabado de perceber e que era deveras interessante. E então eu voltei pra casa, tentei tocar violão sem nenhum sucesso, arrastei um negocinho de metal que tava encostado do lado da cômoda e um bicho preto, parecido com uma lagartixa saiu correndo. Ele se escondeu embaixo da mesa do computador, acho eu. E agora eu tô aqui meio com medo, meio com nojo, com o rodox a postos, pronta pra cometer um assassinato...
... e pensando que o pobre do animal também deve ser contra o sistema.
Obs.: não estou fazendo nenhum tipo de apologia ao capitalismo não. O conteúdo desse post é meramente sarcástico e possui apenas analogias idiotas, sem querer ofender àqueles que possuem alguma espécie de ideologia. Grata.
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Correção
Aug. 23rd, 2006 | 03:14 pm
mood:
sleepy
music: Hanson - This Time Around
Ah, eu quis dizer MATELÂNDIA ali embaixo, e não Medianeira. Acho que ainda tô no clima pós-ídolos (a "belezura" do Lucas Poletto é de Medianeira). Uma cidade é do lado da outra. Aí eu me confundi. E o mais legal de "Matelândia", é que apesar de ser uma cidade pequena, ela possui uma espécie de sub-distrito chamado "Ramilândia".
Acabo de fazer as malas. Roupas sujas, livros, sibutramina, escova de dente, mais uma mochila com cobertorzinho e travesseiro e disc-man (são 12 horas de viagem, pow...). Meu pai me ligou meio dia dizendo que o café vai estar pronto quando eu chegar, e eu vou aproveitar pra falar tudo o que não tenho falado enquanto estive aqui no apartamento sozinha (e nem tenho do que reclamar, porque andei falando bastante...).
Eu tô com sono. Peguei no sono depois das 3h, acordei às 7h pra fazer faxina, caminhei até o córrego grande pegar meus esmaltes e meu batom que encomendei da Avon (aí, eu sou menina, eu posso, tá?!?!) e voltei pra casa pra arrumar as malas. Acho que vou conseguir dormir bastante no ônibus. Ao menos assim espero.
E eu volto essa semana ainda, direto da capital do oeste do Paraná. Espero que não pra contar que fui parar em Matelândia de novo, a exemplo do que aconteceu da outra vez (eu cheguei e postei isso direto no musiqueta).
=]
Acabo de fazer as malas. Roupas sujas, livros, sibutramina, escova de dente, mais uma mochila com cobertorzinho e travesseiro e disc-man (são 12 horas de viagem, pow...). Meu pai me ligou meio dia dizendo que o café vai estar pronto quando eu chegar, e eu vou aproveitar pra falar tudo o que não tenho falado enquanto estive aqui no apartamento sozinha (e nem tenho do que reclamar, porque andei falando bastante...).
Eu tô com sono. Peguei no sono depois das 3h, acordei às 7h pra fazer faxina, caminhei até o córrego grande pegar meus esmaltes e meu batom que encomendei da Avon (aí, eu sou menina, eu posso, tá?!?!) e voltei pra casa pra arrumar as malas. Acho que vou conseguir dormir bastante no ônibus. Ao menos assim espero.
E eu volto essa semana ainda, direto da capital do oeste do Paraná. Espero que não pra contar que fui parar em Matelândia de novo, a exemplo do que aconteceu da outra vez (eu cheguei e postei isso direto no musiqueta).
=]
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12 horas
Aug. 22nd, 2006 | 11:57 pm
mood:
anxious
music: The Rain Song - Led Zeppelin
12 horas = é o tempo que eu vou passar dentro de um ônibus em direção a Cascavel. 800km. Saio daqui às 18h e provavelmente passo pelas rodoviárias de Balneário Camboriú, Joinville, Curitiba, em Ponta Grossa troca o motorista (pequeno desvio que não chega a alterar a duração padrão da viagem), depois parada pro lanche em Guarapuava (vou comer pastel e tomar refrigerante de 290ml), e aí Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Guaraniaçu, lá pelas 5h da manhã verei o grande letreiro indicando a pequena cidade de Ibema e perto das 6h estarei chegando ao terminal rodoviário D. Helenise Tolentino, a rodoviária de Cascavel.
Não me lembro se é isso mesmo: a última vez que fui a Cascavel foi em dezembro do ano passado e eu nunca mais peguei o ônibus da Pluma (o que pára em Ponta Grossa). Mas a minha memória diz que é por aí mesmo. Já deixei duas pessoas em alerta: minha mãe, pra me ligar às 5h e pouco e o João (zenesss) pra me mandar mensagem (caso ele acorde antes das 6h) pra me mandar mensagem mais ou menos nesse horário. Isso pra evitar que eu durma demais e acorde novamente em Medianeira (esse acidente ocoreu ano retrasado, se não me engano: dormi demais e acordei um pouco depois de Cascavel - tive que descer em Medianeira, 70km de Cascavel, não tinha dinheiro e fui obrigada a ligar pro meu pai ir até lá me buscar de carro. Eu tinha R$20 reais a princípio, e até poderia sacar mais na rodoviária: no entanto começou a chover demais e eu tive que chamar um táxi - eu iria de ônibus pra rodoviária - e o táxi me deu o cano, e eu tive que chamar um que vinha não sei daonde, o cara chegou com o taxímetro ligado porque era totalmente fora de mão pra ele me buscar, mas eu implorei pra ele vir, ele ainda entrou na rodoviária onde os ônibus ficam pro embarque e do táxi eu fui direto pro ônibus. Triste história essa).
E 6h da manhã de quinta-feira estarei eu na frente da rodoviária passando frio e esperando meu pai chegar (às vezes ele chega antes de mim e me espera no portão de embarque). Aí eu vou chegar em casa e minha mãe terá feito café (ou não. nem sempre ela me espera com o café pronto). Eu vou largar as malas e fazer a inspeção de rotina, pra ver o que mudou na casa. Pelo o que andaram me contando, a casa tem mudado bastante, em especial a churrasqueira e a sala de som... e aí eu vou abrir a geladeira e todos os armários da cozinha, vou conversar um pouco com eles, vou jogar um colchão na sala de som e vou ver TV a cabo até dormir de novo. Eu posso tanto ficar as 12 horas acordada como dormindo, viagem é um troço que me cansa horrores. Ainda mais essa viagem longa... se bem que várias vezes eu já cheguei lá e fiquei tão empolgada que simplesmente não dormi o dia todo.
Cascavel.. Finalmente Cascavel.. Eu não pisei lá esse ano ainda. Eu quase não tenho mais amigos por lá, a maioria acabou saindo. Eu não vou chegar lá e ligar pra ninguém avisando que cheguei, nem vou fazer maiores planos de sair, beber... nada. Mas eu não vou pra Cascavel por ser Cascavel, e sim pelos meus pais e pela casa de lá (que eu adoro).
Nesse momento a temperatura de Cascavel é 6ºC e a de Florianópolis é 12ºC. Eu já tô morrendo de frio agora, imagina quando chegar lá. Mas lá tem uma coisa que aqui eu raramente tenho: calor humano. Não no sentido do abraço ou do ver filme acompanhado embaixo da coberta, mas no sentido de... ah, são meus pais, cara.
:)
Ohhhh! Que lindo!
Não me lembro se é isso mesmo: a última vez que fui a Cascavel foi em dezembro do ano passado e eu nunca mais peguei o ônibus da Pluma (o que pára em Ponta Grossa). Mas a minha memória diz que é por aí mesmo. Já deixei duas pessoas em alerta: minha mãe, pra me ligar às 5h e pouco e o João (zenesss) pra me mandar mensagem (caso ele acorde antes das 6h) pra me mandar mensagem mais ou menos nesse horário. Isso pra evitar que eu durma demais e acorde novamente em Medianeira (esse acidente ocoreu ano retrasado, se não me engano: dormi demais e acordei um pouco depois de Cascavel - tive que descer em Medianeira, 70km de Cascavel, não tinha dinheiro e fui obrigada a ligar pro meu pai ir até lá me buscar de carro. Eu tinha R$20 reais a princípio, e até poderia sacar mais na rodoviária: no entanto começou a chover demais e eu tive que chamar um táxi - eu iria de ônibus pra rodoviária - e o táxi me deu o cano, e eu tive que chamar um que vinha não sei daonde, o cara chegou com o taxímetro ligado porque era totalmente fora de mão pra ele me buscar, mas eu implorei pra ele vir, ele ainda entrou na rodoviária onde os ônibus ficam pro embarque e do táxi eu fui direto pro ônibus. Triste história essa).
E 6h da manhã de quinta-feira estarei eu na frente da rodoviária passando frio e esperando meu pai chegar (às vezes ele chega antes de mim e me espera no portão de embarque). Aí eu vou chegar em casa e minha mãe terá feito café (ou não. nem sempre ela me espera com o café pronto). Eu vou largar as malas e fazer a inspeção de rotina, pra ver o que mudou na casa. Pelo o que andaram me contando, a casa tem mudado bastante, em especial a churrasqueira e a sala de som... e aí eu vou abrir a geladeira e todos os armários da cozinha, vou conversar um pouco com eles, vou jogar um colchão na sala de som e vou ver TV a cabo até dormir de novo. Eu posso tanto ficar as 12 horas acordada como dormindo, viagem é um troço que me cansa horrores. Ainda mais essa viagem longa... se bem que várias vezes eu já cheguei lá e fiquei tão empolgada que simplesmente não dormi o dia todo.
Cascavel.. Finalmente Cascavel.. Eu não pisei lá esse ano ainda. Eu quase não tenho mais amigos por lá, a maioria acabou saindo. Eu não vou chegar lá e ligar pra ninguém avisando que cheguei, nem vou fazer maiores planos de sair, beber... nada. Mas eu não vou pra Cascavel por ser Cascavel, e sim pelos meus pais e pela casa de lá (que eu adoro).
Nesse momento a temperatura de Cascavel é 6ºC e a de Florianópolis é 12ºC. Eu já tô morrendo de frio agora, imagina quando chegar lá. Mas lá tem uma coisa que aqui eu raramente tenho: calor humano. Não no sentido do abraço ou do ver filme acompanhado embaixo da coberta, mas no sentido de... ah, são meus pais, cara.
:)
Ohhhh! Que lindo!
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???
Aug. 14th, 2006 | 09:52 pm
mood:
sad
music: Someday you will be loved - Death cab for cutie
impressionante como meu humor muda rápido. hoje ele mudou tão rápido quanto um elétron pulando da banda de valência pra banda de condução com um gap bem pequenininho.
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Your time is gonna come.
Aug. 11th, 2006 | 10:35 pm
mood:
optimistic
music: Since you've been gone - Aretha Franklin
Quem achou que o livejournal ia morrer? Eu PRECISO de algum lugar pra expor minhas idéias... o orkut não é esse lugar. O bom do livejournal é que não se acha a Suellen pelo google. Isso é bom. Assim eu consigo meio que "filtrar" os meus "leitores". E chega de aspas.
Aí diz que hoje eu tava passando por um bar na volta do mercadinho. E sabe quando você pega só um pedaço de conversa? Aquele pedaço bem... enfim... eu peguei um pedaço enquanto passava, numa mesa cheia de homens: "Ah! Ela não é inteligente... mas é gostosa". Fiquei pensando: "Caralho! Que frase machista!". Talvez ela não fosse tão nojenta ou machista em determinado contexto, mas não... em nenhum contexto ela seria falável. Eu tentei pensar nisso. Mas pensei: "por que eu vou pensar nisso? eu não tenho por que pensar nisso".
Mas pô, então por que eu queria ser gostosa? Não, eu não queria ser gostosa. Quem me conhece sabe que eu não prezo muito pelo lado vaidade da coisa. Aliás... minhas irmãs até hoje tiram sarro da minha cara porque há muitos e muitos anos eu disse no meio de uma conversa: "eu não sou uma vítima da vaidade", ou coisa do gênero. Eu neguei até a morte que disse isso. Mas oras, não é verdade? Eu não ligo. Mas ligo. Vai entender. Se eu não ligasse mesmo mesmo, talvez eu não precisasse de tantas "imas" pra tentar emagrecer.
A verdade é que minha auto-estima é resultado de quilos mais magra. Isso é provado na prática. Entretanto eu, fazendo um balanço da minha rápida passagem pelo mundo das meninas "magras", notei que perdi muito desse feeling de analisar a alma humana, de fazer poesia, música, palhaçada, enfim, me sentia uma pessoa bem fútil. Talvez minha inteligência e criatividade brotem da minha melancolia, causada pela auto-depreciação sem fim. O que sempre me deixa em dúvida: qual delas eu gostaria de ser? A bonita apresentável ou a gordinha fantástica? Coisas que ninguém eplica. Muito menos eu.
Quanto ao fotolog: querem saber o que aconteceu? Acho que o verdadeiro motivo só eu sei e ninguém desconfia. Então comecemos pelos motivos secundários: exposição errada. É! Exposição errada. Porque eu não expunha quem eu era, mas algo que era fruto da minha fotogenia e do meu olho pra "escolher" aquelas fotos em que eu aparecia bonita, sorridente, feliz, nada do que refletisse bem a realidade, que eu não sei direito qual é. Eu sempre me preocupei muito com a imagem que passava pela internet, mas não tanto quanto agora. Agora o negócio ficou mais crucial, mais pensando no lado de quem há tanto tempo só me vê através de fotos bonitinhas de fotolog e da webcam, que na minha opinião, é bem legal comigo. Mas esse sim, é o motivo secundário. O primário é medo de que alguém acompanhe minha vida pelo fotolog. Isso eu não sei se acontece, ninguém sabe se acontece a não ser o próprio alguém. Mas foi como se alguma pessoa tivesse sussurrado ao meu ouvido que eu deveria fazer aquilo. E eu fiz.
Agora eu tomo cerveja pra comemorar o meu estágio. Eu não pulei, nem vibrei, nem nada. Eu ri. Uma risada contida, que por pouco quase ninguém viu. Eu não vou sair de Florianópolis, oba. Eu vou ter que me deslocar até Palhoça todo dia. Mas eu tenho medo do estágio, como tenho medo de todos. Será que vou ser uma estagiária medíocre novamente? E eu tô indo pra Palhoça. Palhoça, cara. Eu escolhi Palhoça porque era aqui perto, e eu queria continuar tendo uma pessoa "por perto", queria morar com o Eduardo, queria continuar indo ao Centro Espírita, queria continuar o tratamento com a Dra. Adriana, queria continuar levando o projeto do CECEMM mais de perto. Mas isso vai soar mal, e quem é meu amigo sabe meus motivos pra ir pra lá. Mas tem gente que vai enxergar com outros olhos caso souber. E isso me dá medo. Eu sei, eu deveria ligar o foda-se. Eu tô tentando.
Por fim, eu cortei meu dedo abrindo uma big neck de skol e molhei o corte com cerveja, meu dedo tá doendo, é justamente o único dedo da mão direita que eu uso pra digitar, e eu achei melhor parar por aqui.
Aí diz que hoje eu tava passando por um bar na volta do mercadinho. E sabe quando você pega só um pedaço de conversa? Aquele pedaço bem... enfim... eu peguei um pedaço enquanto passava, numa mesa cheia de homens: "Ah! Ela não é inteligente... mas é gostosa". Fiquei pensando: "Caralho! Que frase machista!". Talvez ela não fosse tão nojenta ou machista em determinado contexto, mas não... em nenhum contexto ela seria falável. Eu tentei pensar nisso. Mas pensei: "por que eu vou pensar nisso? eu não tenho por que pensar nisso".
Mas pô, então por que eu queria ser gostosa? Não, eu não queria ser gostosa. Quem me conhece sabe que eu não prezo muito pelo lado vaidade da coisa. Aliás... minhas irmãs até hoje tiram sarro da minha cara porque há muitos e muitos anos eu disse no meio de uma conversa: "eu não sou uma vítima da vaidade", ou coisa do gênero. Eu neguei até a morte que disse isso. Mas oras, não é verdade? Eu não ligo. Mas ligo. Vai entender. Se eu não ligasse mesmo mesmo, talvez eu não precisasse de tantas "imas" pra tentar emagrecer.
A verdade é que minha auto-estima é resultado de quilos mais magra. Isso é provado na prática. Entretanto eu, fazendo um balanço da minha rápida passagem pelo mundo das meninas "magras", notei que perdi muito desse feeling de analisar a alma humana, de fazer poesia, música, palhaçada, enfim, me sentia uma pessoa bem fútil. Talvez minha inteligência e criatividade brotem da minha melancolia, causada pela auto-depreciação sem fim. O que sempre me deixa em dúvida: qual delas eu gostaria de ser? A bonita apresentável ou a gordinha fantástica? Coisas que ninguém eplica. Muito menos eu.
Quanto ao fotolog: querem saber o que aconteceu? Acho que o verdadeiro motivo só eu sei e ninguém desconfia. Então comecemos pelos motivos secundários: exposição errada. É! Exposição errada. Porque eu não expunha quem eu era, mas algo que era fruto da minha fotogenia e do meu olho pra "escolher" aquelas fotos em que eu aparecia bonita, sorridente, feliz, nada do que refletisse bem a realidade, que eu não sei direito qual é. Eu sempre me preocupei muito com a imagem que passava pela internet, mas não tanto quanto agora. Agora o negócio ficou mais crucial, mais pensando no lado de quem há tanto tempo só me vê através de fotos bonitinhas de fotolog e da webcam, que na minha opinião, é bem legal comigo. Mas esse sim, é o motivo secundário. O primário é medo de que alguém acompanhe minha vida pelo fotolog. Isso eu não sei se acontece, ninguém sabe se acontece a não ser o próprio alguém. Mas foi como se alguma pessoa tivesse sussurrado ao meu ouvido que eu deveria fazer aquilo. E eu fiz.
Agora eu tomo cerveja pra comemorar o meu estágio. Eu não pulei, nem vibrei, nem nada. Eu ri. Uma risada contida, que por pouco quase ninguém viu. Eu não vou sair de Florianópolis, oba. Eu vou ter que me deslocar até Palhoça todo dia. Mas eu tenho medo do estágio, como tenho medo de todos. Será que vou ser uma estagiária medíocre novamente? E eu tô indo pra Palhoça. Palhoça, cara. Eu escolhi Palhoça porque era aqui perto, e eu queria continuar tendo uma pessoa "por perto", queria morar com o Eduardo, queria continuar indo ao Centro Espírita, queria continuar o tratamento com a Dra. Adriana, queria continuar levando o projeto do CECEMM mais de perto. Mas isso vai soar mal, e quem é meu amigo sabe meus motivos pra ir pra lá. Mas tem gente que vai enxergar com outros olhos caso souber. E isso me dá medo. Eu sei, eu deveria ligar o foda-se. Eu tô tentando.
Por fim, eu cortei meu dedo abrindo uma big neck de skol e molhei o corte com cerveja, meu dedo tá doendo, é justamente o único dedo da mão direita que eu uso pra digitar, e eu achei melhor parar por aqui.
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É, é, é...
Aug. 4th, 2006 | 11:34 pm
mood:
tired
music: The man who told everything - Doves
Que eu larguei o cigarro todo mundo já sabe. Mas apesar de estar descontando minha neurose na comida (doce, principalmente) acho que agora está sendo bem mais fácil. Raramente me pego com vontade, raramente olho pra um fumante e penso: "ai, fumar era tão bom". Que a sibutramina faça efeito logo: se eu precisar de um ano pra emagrecer tudo que quero, beleza, contanto que nunca mais precise colocar um cigarro na boca.
Eu não sei. Eu queria um abraço agora. Mas não era de qualquer um não. Não que meus amigos sejam "qualquer um", mas é que...
É tão difícil encontrar alguém que não se importe tanto com o fato de eu quase sempre acordar mal humorada e vez em quando ficar triste pra caralho. Não tão vez em quando assim.
Ok, eu hoje vou fingir que não seguro meu sono pra fugir da solidão que é ir dormir e vou dormir. Grata.
Eu não sei. Eu queria um abraço agora. Mas não era de qualquer um não. Não que meus amigos sejam "qualquer um", mas é que...
É tão difícil encontrar alguém que não se importe tanto com o fato de eu quase sempre acordar mal humorada e vez em quando ficar triste pra caralho. Não tão vez em quando assim.
Ok, eu hoje vou fingir que não seguro meu sono pra fugir da solidão que é ir dormir e vou dormir. Grata.
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Fall in love? Drug affection?
Aug. 3rd, 2006 | 08:48 pm
mood:
guilty
music: Thoughts behind the scene - Ghinzu
O meu futuro pertence a um milhão de incógnitas que em breve serão descobertas.
Enquanto isso... eu não sei exatamente o que faço.
Enquanto isso... eu não sei exatamente o que faço.
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Ando com minha cabeça já pelas tabelas
Aug. 1st, 2006 | 12:00 am
mood:
apathetic
music: Sea-side Friends - Ghinzu
A lição mais valiosa que eu aprendi hoje foi:
"Quando você não tiver uma coisa boa pra falar sobre uma pessoa, cale-se".
Eu prometo que vou fazer um esforço bem grandão pra incorporar isso na minha vida.
E quanto àqueles(as) que fazem uso do seu tempo pra julgar minhas atitudes, obrigada por se importarem comigo.
E eu tô sendo bem sincera.
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A Redenção de Suka? A revelação? Oh!
Jul. 27th, 2006 | 04:57 pm
mood:
uncomfortable
music: Blow - Ghinzu
O que uma boa TPM pode fazer por uma mulher?
Segunda-feira eu já tava totalmente sem paciência pro mundo. Engraçado que às vezes eu sei que tô mal, triste ou revoltada e irritada por conta da TPM. Mas mesmo assim continuo desse jeito.
Na terça eu, com cólica, pelo quarto dia achando que ia ficar menstruada, sentei no fundo da sala. Nunca fui aluna de primeira carteira. E nunca fui aluna de apavorar aula, conversar ou jogar bolinhas de papel. Nunca desrespeitei um professor. Exceto por uma ou duas vezes na quinta-série. Mas na quinta série eu era o diabo mesmo e tomei muito esporro da mamãe que me ensinava que eu não poderia NUNCA desrespeitar um professor.
Mas eu sempre tive o rabo quente. Na sétima série fui peça fundamental na demissão de um professor de um colégio católico. Eu, melhor amiga e irmã.
Só que de um anos pra cá eu sosseguei muito. Depressão, quietude, solidão... acabei ficando muito calada e taciturna (aprendi essa palavra graças à música "Sullen girl" da Fiona Apple) e deixei de ter ataques e pitis. Minhas revoltas e birras aconteciam somente com pessoas muito próximas e muito de vez em quando.
Essa semana a TPM me trouxe esse comportamento instável novamente. Continuando a história da terça: o professor mandou a gente sentar na frente da sala. Eu já tava irritada. Eu já tava chateada pela falta que ele me deu do dia que cheguei atrasada. E eu fui grossa com ele, irônica e tudo o mais. Não preciso dizer que grande parte da sala achou minha atitude desnecessária. Eu também achei. Mas já tava com ele entalado na minha garganta por esse motivo da falta e também tomei as dores de uma amiga que ele não gosta lá muito. Hoje, na aula dele, eu tinha uma dúvida e ele me esclareceu, e eu fiquei com peso na consciência. Tudo bem, eu achava que tava certa e precisava dizer aquilo. Tudo bem, eu tava de humor completamente alterado. Mas nunca achei certo ter esse tipo de atitude com professor, por simples e pura empatia. Não ia gostar que um aluno fizesse o mesmo com minha mãe.
Acontece que hoje eu estourei de novo. Por um motivo relativamente besta... porque eu defendo não só a minha opinião como as opiniões alheias. E acabei discutindo fortemente com um amigo que eu nunca entrava em conflito. Ele me disse que eu tava fazendo tempestade em copo d'água e que eu era ridícula, ou tava sendo ridícula, anyway. Mas, além do estado alterado da tpm, que nessas horas nem tá influenciando tanto, eu defendo os princípios da maioria, e acho que naquele caso, a maioria tava sendo prejudicada por argumentos infelizes de uma ou duas pessoas, duas estas que foram o motivo de eu ter dado um esporro em um amigo no sábado (quando ele deixou de sair com a gente pra sair com as amigas perfeitas dele, o que me fez me sentir uma espécie de "estepe de amigo").
Tudo isso se relaciona com o último post do musiqueta: eu faço parte do grande grupo de pessoas feitas de merda. Que não tem opinião, que não dão palpite e que tem que aceitar o que os "perfeitos" e "pops" querem por puro interesse próprio, quase nunca coletivo. E se formos falar em coletividade, é claro que o grupo das pessoas de merda não se insere no contexto.
Aí eu vim pra casa... achei melhor ficar um pouco na solidão do meu apartamento e pensar que, apesar de acreditar que eu não estivesse totalmente errada nessas situações, eu poderia ter sido mais calma e complacente. E que agora tenho que me redimir, pedir desculpas - pro professor e pro amigo - que na verdade, nada têm a ver com meus ataques de loucura devido ao escoamento turbulento sanguíneo mensal que tanto me incomoda.
Segunda-feira eu já tava totalmente sem paciência pro mundo. Engraçado que às vezes eu sei que tô mal, triste ou revoltada e irritada por conta da TPM. Mas mesmo assim continuo desse jeito.
Na terça eu, com cólica, pelo quarto dia achando que ia ficar menstruada, sentei no fundo da sala. Nunca fui aluna de primeira carteira. E nunca fui aluna de apavorar aula, conversar ou jogar bolinhas de papel. Nunca desrespeitei um professor. Exceto por uma ou duas vezes na quinta-série. Mas na quinta série eu era o diabo mesmo e tomei muito esporro da mamãe que me ensinava que eu não poderia NUNCA desrespeitar um professor.
Mas eu sempre tive o rabo quente. Na sétima série fui peça fundamental na demissão de um professor de um colégio católico. Eu, melhor amiga e irmã.
Só que de um anos pra cá eu sosseguei muito. Depressão, quietude, solidão... acabei ficando muito calada e taciturna (aprendi essa palavra graças à música "Sullen girl" da Fiona Apple) e deixei de ter ataques e pitis. Minhas revoltas e birras aconteciam somente com pessoas muito próximas e muito de vez em quando.
Essa semana a TPM me trouxe esse comportamento instável novamente. Continuando a história da terça: o professor mandou a gente sentar na frente da sala. Eu já tava irritada. Eu já tava chateada pela falta que ele me deu do dia que cheguei atrasada. E eu fui grossa com ele, irônica e tudo o mais. Não preciso dizer que grande parte da sala achou minha atitude desnecessária. Eu também achei. Mas já tava com ele entalado na minha garganta por esse motivo da falta e também tomei as dores de uma amiga que ele não gosta lá muito. Hoje, na aula dele, eu tinha uma dúvida e ele me esclareceu, e eu fiquei com peso na consciência. Tudo bem, eu achava que tava certa e precisava dizer aquilo. Tudo bem, eu tava de humor completamente alterado. Mas nunca achei certo ter esse tipo de atitude com professor, por simples e pura empatia. Não ia gostar que um aluno fizesse o mesmo com minha mãe.
Acontece que hoje eu estourei de novo. Por um motivo relativamente besta... porque eu defendo não só a minha opinião como as opiniões alheias. E acabei discutindo fortemente com um amigo que eu nunca entrava em conflito. Ele me disse que eu tava fazendo tempestade em copo d'água e que eu era ridícula, ou tava sendo ridícula, anyway. Mas, além do estado alterado da tpm, que nessas horas nem tá influenciando tanto, eu defendo os princípios da maioria, e acho que naquele caso, a maioria tava sendo prejudicada por argumentos infelizes de uma ou duas pessoas, duas estas que foram o motivo de eu ter dado um esporro em um amigo no sábado (quando ele deixou de sair com a gente pra sair com as amigas perfeitas dele, o que me fez me sentir uma espécie de "estepe de amigo").
Tudo isso se relaciona com o último post do musiqueta: eu faço parte do grande grupo de pessoas feitas de merda. Que não tem opinião, que não dão palpite e que tem que aceitar o que os "perfeitos" e "pops" querem por puro interesse próprio, quase nunca coletivo. E se formos falar em coletividade, é claro que o grupo das pessoas de merda não se insere no contexto.
Aí eu vim pra casa... achei melhor ficar um pouco na solidão do meu apartamento e pensar que, apesar de acreditar que eu não estivesse totalmente errada nessas situações, eu poderia ter sido mais calma e complacente. E que agora tenho que me redimir, pedir desculpas - pro professor e pro amigo - que na verdade, nada têm a ver com meus ataques de loucura devido ao escoamento turbulento sanguíneo mensal que tanto me incomoda.
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Sibutramina lá vamos nós!
Jul. 24th, 2006 | 01:43 pm
mood:
weird
music: Melhor do Mundo - Dona Bela
Ha. É tão difícil pensar em começar tudo de novo. Mas quantas vezes nessa vida eu comecei coisas outra vez. De certa forma, desistir e recomeçar são termos recorrentes na minha vidinha. Tomara que dessa vez eu exclua os dois termos.
E uma grande surpresa vem aí nas próximas semanas. Pra onde vou no estágio? Só não vai ser surpresa se me mandarem pra alguma empresa de Criciúma. Porque é o que eu tô imaginando. Aliás, se minha desconfiança se concretizar, vai ser muito chato. E eu acho - REALMENTE - que isso vai acontecer. Eu vou olhar meu nominho na listinha ao lado de uma empresa que paga R$300 e vou dizer: "ah, eu sabia...".
De resto, estamos fazendo progresso na árdua tarefa de juntar nomes pra comissão do congresso. Tô tentando usar meu poder de persuasão, tá dando certo mas não tá dando. É porque eu tô sempre no meio. Aliás, quando a professora separou as sopranos das contraltos pro coral, adivinha quem tava no meio? Ela mesma disse: "tu vai pra lá, tu vem pra cá... e a Suellen.. a Suellen tá aí no meio" haha. Eu fui pras contraltos por saber que era isso que eu era, mas a professora encasquetou que eu podia cantar agudo. Aí fiquei eu no meio até que eu decidi por mim que ia pro lado das contraltos. Decisão acertada, definitivamente.
Eu tenho um amigo que uma vez me deixou um testimonial dizendo que adorava me ver tomando decisões e quando acertadas, vibrando de alegria. Poucas pessoas no mundo sabem como acertar alguma coisa me traz felicidade. E é isso que tô tentando há tanto tempo, acertar alguma coisa.
E uma grande surpresa vem aí nas próximas semanas. Pra onde vou no estágio? Só não vai ser surpresa se me mandarem pra alguma empresa de Criciúma. Porque é o que eu tô imaginando. Aliás, se minha desconfiança se concretizar, vai ser muito chato. E eu acho - REALMENTE - que isso vai acontecer. Eu vou olhar meu nominho na listinha ao lado de uma empresa que paga R$300 e vou dizer: "ah, eu sabia...".
De resto, estamos fazendo progresso na árdua tarefa de juntar nomes pra comissão do congresso. Tô tentando usar meu poder de persuasão, tá dando certo mas não tá dando. É porque eu tô sempre no meio. Aliás, quando a professora separou as sopranos das contraltos pro coral, adivinha quem tava no meio? Ela mesma disse: "tu vai pra lá, tu vem pra cá... e a Suellen.. a Suellen tá aí no meio" haha. Eu fui pras contraltos por saber que era isso que eu era, mas a professora encasquetou que eu podia cantar agudo. Aí fiquei eu no meio até que eu decidi por mim que ia pro lado das contraltos. Decisão acertada, definitivamente.
Eu tenho um amigo que uma vez me deixou um testimonial dizendo que adorava me ver tomando decisões e quando acertadas, vibrando de alegria. Poucas pessoas no mundo sabem como acertar alguma coisa me traz felicidade. E é isso que tô tentando há tanto tempo, acertar alguma coisa.